quinta-feira, 16 de novembro de 2017



Advogada Luciana Pagano Romero conta como é ser mãe e profissional

Desde janeiro de 2010, a advogada Luciana Pagano Romero faz parte do quadro de funcionários do Crea-SP e é um ótimo exemplo de polivalência em aspectos profissionais e pessoais. Tudo começou pela escolha da profissão, já na época do colégio, devido à afinidade com a língua portuguesa e ao gosto pela leitura. Luciana veio de São José dos Campos para morar em São Paulo com a finalidade de estudar Direito na PUC-SP.

Enquanto ainda estudava estagiou em alguns escritórios, mas o que realmente a iniciou na área que desejava foi o concurso para estágio no Ministério Público Federal - MPF, onde permaneceu durante os dois últimos anos do ensino superior. Quando estava prestes a se formar, foi chamada por sua chefe para ser assessora no órgão, função que exerceu por mais seis anos.

Durante os oito anos de MPF, passou por diversas áreas do Direito: Previdenciário, Penal, Tributário e Eleitoral. Também passou pelo Direito Administrativo, pelo qual tem preferência por estar mais próximo de sua atuação em instituições públicas.

Não teve grandes dificuldades para se adaptar à mudança do MPF para o Crea-SP, principalmente porque foi bem acolhida pela equipe, em especial pelo Dr. Ricardo Campos, que lhe ensinou toda a rotina de trabalho.

Quando entrou no Crea-SP a flexibilidade se fez necessária para dar conta da variada demanda de trabalho. Entretanto sua principal atividade se refere a licitações. Luciana destaca a importância da Superintendência Jurídica, cuja função é essencial para a existência do Conselho quando o assunto é a sua defesa legal.

Conheceu o marido, Thiago Oliveira, quando trabalharam no mesmo setor no Crea-SP. Como Thiago ainda cursava Direito, pediu ajuda a Luciana em seu Trabalho de Conclusão de Curso - TCC sobre licitações. Os interesses em comum fizeram com que começassem a sair juntos para passeios culturais, como o Museu da Língua Portuguesa e o Espaço Catavento. Atualmente o esposo trabalha na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM, no setor de contratos.

O maior desafio de adaptação da advogada foi o retorno do período de seis meses de licença da primeira maternidade. Luciana voltou ao exercício profissional com outra perspectiva: “estava voltando como mãe, administrando casa, primeiro filho, trabalho, grandes responsabilidades. A segunda gravidez foi mais tranquila”, diz. Hoje tem dois filhos: Beatriz, de três anos, e Miguel, de apenas oito meses.

“Para conciliar vida profissional e pessoal tenho que ‘me virar nos 30’. Não só eu, toda mulher que trabalha e tem filhos”, destaca. Assim que sobra um tempo livre em meio a tantas funções, Luciana pratica corrida. 

Aproveitou o tempo da segunda licença para fazer especialização em Direito Público, mas seu lazer mesmo é com as crianças. Vai a parques e viaja muito para a casa da mãe em São José dos Campos.
Apesar do pouco tempo ocioso, aproveita a hora em que os filhos dormem para se dedicar à leitura: atualmente está lendo “Escola de Pais”, de Luiz Lobo. Também gosta de assistir séries, como Penny Dreadful, Game of Thrones e Breaking Bad. 

Não gosta de ficar parada, por isso pretende iniciar um mestrado assim que os filhos estiverem um pouco mais velhos e, assim, dar continuidade à vida acadêmica com doutorado. “Planos de futuro, para mim, envolvem fundamentalmente os estudos”, diz, lembrando que também considera de extrema importância a criação das crianças e seu futuro.
 

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