Advogada Luciana Pagano Romero conta como é ser mãe e profissional
Desde janeiro de 2010, a advogada Luciana Pagano
Romero faz parte do quadro de funcionários do Crea-SP e é um ótimo exemplo de
polivalência em aspectos profissionais e pessoais. Tudo começou pela escolha da
profissão, já na época do colégio, devido à afinidade com a língua portuguesa e
ao gosto pela leitura. Luciana veio de São José dos Campos para morar em São
Paulo com a finalidade de estudar Direito na PUC-SP.
Enquanto ainda estudava estagiou em alguns
escritórios, mas o que realmente a iniciou na área que desejava foi o concurso
para estágio no Ministério Público Federal - MPF, onde permaneceu durante os dois
últimos anos do ensino superior. Quando estava prestes a se formar, foi chamada
por sua chefe para ser assessora no órgão, função que exerceu por mais seis
anos.
Durante os oito anos de MPF, passou por diversas
áreas do Direito: Previdenciário, Penal, Tributário e Eleitoral. Também passou
pelo Direito Administrativo, pelo qual tem preferência por estar mais próximo
de sua atuação em instituições públicas.
Não teve grandes dificuldades para se adaptar à
mudança do MPF para o Crea-SP, principalmente porque foi bem acolhida pela
equipe, em especial pelo Dr. Ricardo Campos, que lhe ensinou toda a rotina de trabalho.
Quando entrou no Crea-SP a flexibilidade se fez
necessária para dar conta da variada demanda de trabalho. Entretanto sua
principal atividade se refere a licitações. Luciana destaca a importância da
Superintendência Jurídica, cuja função é essencial para a existência do
Conselho quando o assunto é a sua defesa legal.
Conheceu o marido, Thiago Oliveira, quando
trabalharam no mesmo setor no Crea-SP. Como Thiago ainda cursava Direito, pediu
ajuda a Luciana em seu Trabalho de Conclusão de Curso - TCC sobre licitações.
Os interesses em comum fizeram com que começassem a sair juntos para passeios
culturais, como o Museu da Língua Portuguesa e o Espaço Catavento. Atualmente o
esposo trabalha na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos - CPTM, no setor
de contratos.
O maior desafio de adaptação da advogada foi o
retorno do período de seis meses de licença da primeira maternidade. Luciana
voltou ao exercício profissional com outra perspectiva: “estava voltando como
mãe, administrando casa, primeiro filho, trabalho, grandes responsabilidades. A
segunda gravidez foi mais tranquila”, diz. Hoje tem dois filhos: Beatriz, de
três anos, e Miguel, de apenas oito meses.
“Para conciliar vida profissional e pessoal tenho
que ‘me virar nos 30’. Não só eu, toda mulher que trabalha e tem filhos”,
destaca. Assim que sobra um tempo livre em meio a tantas funções, Luciana
pratica corrida.
Aproveitou o tempo da segunda licença para fazer
especialização em Direito Público, mas seu lazer mesmo é com as crianças. Vai a
parques e viaja muito para a casa da mãe em São José dos Campos.
Apesar do pouco tempo ocioso, aproveita a hora em que
os filhos dormem para se dedicar à leitura: atualmente está lendo “Escola de
Pais”, de Luiz Lobo. Também gosta de assistir séries, como Penny Dreadful, Game
of Thrones e Breaking Bad.
Não gosta de ficar parada, por isso pretende iniciar
um mestrado assim que os filhos estiverem um pouco mais velhos e, assim, dar
continuidade à vida acadêmica com doutorado. “Planos de futuro, para mim,
envolvem fundamentalmente os estudos”, diz, lembrando que também considera de
extrema importância a criação das crianças e seu futuro.
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